Modernidade Líquida - 2

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Interessou-se pela obra???

Modernidade Líquida - Zygmunt Bauman

SINOPSE

A modernidade imediata é "leve", "líquida", "fluida" e infinitamente mais dinâmica que a modernidade "sólida" que suplantou. A passagem de uma a outra acarretou profundas mudanças em todos os aspectos da vida humana. Zygmunt Bauman cumpre aqui sua missão de sociólogo, esclarecendo como se deu essa transição e nos auxiliando a repensar os conceitos e esquemas cognitivos usados para descrever a experiência individual humana e sua história conjunta. Este Modernidade Líquida complementa e conclui a análise realizada pelo autor em Globalização: as conseqüências humanas e Em Busca da Política. Juntos, esses três volumes formam uma análise brilhante das condições cambiantes da vida social e política.

Fonte: Jorge Zahar Editor

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Modernidade líquida - 1

Quando eu estava na sexta série, aprendi que o estados físicos da água eram o sólido, o líquido e o gasoso.

O líquido tem como principal característica se adaptar ao recipiente que o contém. É uma forma maleável, adaptável.

Zygmunt Bauman, este da foto à esquerda, é um sociólogo polonês que trata do conceito de modernidade líquida. Fazendo uma analogia com a água, podemos dizer que, o tal conceito, afirma que a modernidade é algo sem forma definida. E é mais ou menos isso mesmo que Bauman diz.

A modernidade líquida também se caracteriza como dinâmica, leve, é o software conta o hardware. Paremos para pensar na comunicação hoje. Tudo é muito rápido, instantâneo. Algo acontece e pronto! virou notícia.

Inventam algo novo e, de repente, tornou-se velho. O corre-corre das pessoas, pressa, preocupação com o tempo, stress, enfim.

A liquidez nas nossas vidas trazida pela modernidade, afinal, é boa?

Tenho grandes, enormes dúvidas quanto a isso.

Conglomerados midiáticos - 4

Eu sei que não é exemplo de conglomerado midiático, mas demonstra como o pequeno pode ser poderoso diante do grande. Exemplo de campanha da Pepsi realizada há dois anos. No primeiro vídeo, o comercial oficial gravado com a participação de grandes nomes da seleção brasileira. Em seguida, um vídeo amador gravado na China. Ambos tem milhares de visualizações. Assista e veja qual é mais engraçado:



Conglomerados midiáticos - 3

Blá, blá, blá: a internet realmente é democrática?

Novamente e particularmente, acredito que sim, e que ela caminha para isso cada vez mais. E porque? De forma bruta e generalizada, o internauta de qualquer nível social (na teoria) consegue produzir e divulgar o material que quiser. Digo NA TEORIA porque sabemos que nem todos têm acesso à computadores. Mas, de certa forma, o número de acesso vêm crescendo a cada ano. Não chegará ao total absoluto, mas, quem sabe, perto disso?

Bom, o investimento na rede também aumenta a cada ano. Novas formas de comunicação demonstram que o potencial na web é enorme e está pronto para ser explorado.

Outro ponto importante que vai contra a idéia de conglomerados: segmentação. Ninguém quer assistir ou ler coisas que não lhe interessam. Isso porque as pessoas têm gostos diferentes. A internet atende de forma interessante a essa variedade de gostos. Os estilos de vida são levados em contas. Pesquisas direcionam melhor seus produtos, atingem seu público alvo, e a comunicação direcionada é feita com sucesso. Ok, isso já acontece, mas não em escala tão grande como na internet.

Fora a interatividade e a capacidade de um usuário passar a fornecer conteúdo.

Como será que tudo isso vai acabar? Conseguirá a internet derrubar os invencíveis conglomerados midiáticos? É esperar e ver. Ou não.

Conglomerados midiáticos - 2

Você sabe quais são?

No mundo:

· Time Warner - Revista Time e estúdios Warner Brothers
· Disney - Michael Eisner e TV ABC
· Vivendi-Universal
· Viacom
· Bertelsmann
· Sony
· News Corp - Rupert Murdoch, The Times e TV Fox
· Turner - Ted Turner, CNN e Cartoon Network

Aqui no Brasil:

· Organizações Globo - Rede Globo, jornais O Globo, Extra e Diário de São Paulo
· Grupo RBS-Sirotsky - TV RBS e jornal Zero Hora
· Grupo Estado - O Estado de São Paulo e Rádio Eldorado
· Grupo Folha da Manhã - Folha de S.Paulo e provedor UOL

Novas e velhas mídias - 3

Estava eu aqui lendo as notícias do Meio & Mensagem quando me deparo com algo que tem tudo a ver com a temática da avaliação final, principalmente deste assunto de velhas mídias:

"Circulação de jornais aumenta 8% no primeiro semestre"

Segundo a reportagem, os 30 maiores títulos do País, responsáveis por 83% da circulação total, tiveram avanço médio de 8,8%. No pelotão de frente, os jornais populares continuam puxando a fila dos que mais crescem:

  • Aqui MG (128%)
  • Super Notícia (67%)
  • Daqui (58%)
  • Expresso da Informação (27%)
A Folha de S.Paulo lidera o ranking geral de circulação, com média de 317 mil exemplares diários (crescimento de 5,9% no primeiro semestre de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007).

O jornal é seguido por outros:
  • Extra (média diária de 315.246 - queda de 0,2%)
  • Super Notícia (média de 301.362 - alta de 67%)
  • O Globo (média de 281.823 - alta de 2,4%)
  • O Estado de S.Paulo (média de 257.810 - alta de 8,1%)
  • Meia Hora (média de 222.863 - alta de 12,7%)
  • Zero Hora (média de 177.950 - alta de 1,3%)
  • Diário Gaúcho (média de 166.745 - alta de 10,4%)
  • Correio do Povo (média de 153.916 - queda de 1%)
  • Lance (média de 122.503 - alta de 5,8%)
Fonte: Meio e Mensagem online

Conglomerados midiáticos - 1

terça-feira, 29 de julho de 2008

(Não adianta, quando eu penso em conglomerados midiáticos, a primeira coisa que me vem à mente é o Google. Mas, como a empresa já foi tema de seminário (vide posts anteriores), vamos aqui explorar outros grupos e as consequências disso).

Os conglomerados midiáticos são construídos sob duas imagens: são legitimados por seus discursos e agentes ecônomicos globais.

Entende-se por democracia a forma de governo no qual o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, diretamente ou através dos seus representantes livremente eleitos. Acredito que a grande mídia se coloca um pouco assim perante os cidadãos: representa a todos, atende a todos, de forma livre, direta, democrática. Em terra de grandes mídias, Roberto Marinho é rei!

A verdade é que esses grandes conglomerados de democráticos não têm é nada. Surgiram há algumas décadas, amparados pela ditadura que enxergou na comunicação um meio de domínio absoluto, a princípio servidos pela censura.

Segundo o jornalista Mário Del Gaudio, ninguém põe em discussão o que escrevem ou dizem, "primeiro, porque quase aniquilam a capacidade de comunicação da imprensa alternativa, reduzindo-a a uma função subterrânea, praticamente clandestina". Além disso, grandes investimentos doram ralizados pelo capitalismo financeiro no desenvolvimento de meios de comunicação de direita e ultradireita, tantos nos paíse ricos como nos em vias de desenvolvimento. É aí que entra sua força como agente econômicos globais.

O que fazer, então, para combater essa forma concentrada de comunicação? É aí que um novo aliado entra, uma tal de internet. Apesar de não ter a força necessária para desestabilizar por completo os grandes conglomerado, ao menos cócegas ela já fez.


(Para quem quiser ler o artigo completo de Mário Del Gaudio, é só acessar este LINK)