Não tem como falar de nova geração consumista, sem pensar em Geração Coca-Cola. Fuçando um pouco no YouTube, achei o clipe da música do Legião Urbana. Para quem gosta de consumir Legião, segue o vídeo...
Mercado e consumo - 3
terça-feira, 29 de julho de 2008Postado por Adri Souza às 19:23 0 comentários
Marcadores: Avaliação final
Mercado e consumo - 2
As empresas estão se conscientizando de que dizer ao mundo que elas estão preocupadas com o social, com o desenvolvimento sustentável e com o consumo consciente é bom: bom para elas, cuja imagem é construída de forma positiva, e bom para o consumidor, que sente que está contribuindo de alguma forma com o planeta, e não apenas adquirindo um bem ou serviço.
O Akatu trabalha exatamente neste foco: a missão do instituto é conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro para seu papel protagonista, enquanto consumidor, na construção da sustentabilidade da vida no planeta. Além disso, trabalha em campanhas publicitárias divulgando o conceito e as práticas do consumo consciente.
A situação me lembra um pouco a famosa publicidade do biscoito: Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?
A publicidade incentiva no consumo consciente porque ela lucra, ou ela lucra porque incentiva o consumo consciente?
Postado por Adri Souza às 19:12 0 comentários
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Mercado e consumo - 1
"Somos consumidores ou somos consumidos"
Bom, particularmente, eu acho que somos os dois casos: consumidos e consumidores.
Para começar, é fato que consumimos muito além de nossas necessidades básicas de alimentação, vestimentas, moradia, transporte.
Mas, por que consumimos tanto e desnecessariamente? Acima de tudo, podemos dizer que é uma questão cultural. A publicidade criou o conceito de necessidade para o consumo. Passamos a precisar sempre do mais novo, o mais caro, o "de marca". Tudo isso para nos sentirmos incluídos socialmente.
E o mais engraçado é que o marketing já se deu conta de que tem que mexer com o imaginário do público infantil, não só futuros, mas também atuais consumidores em potencial. Os pequenos já têm poder de escolha, já decidem, opinam. A quantidade de comerciais voltados para o público infantil é surpreendente.
A partir daí, surge a grande questão entre consumir e ser consumido. Antes de mais nada, querer ter posse de um bem é uma escolha. No entanto, a função da publicidade é exatamente mexer no imaginário das pessoas, fazendo com que elas sintam a necessidade de ter algo que não precisam. E é a partir daí que o consumidor passa a ser consumido.
Exemplos desse tipo de publicidade não faltam. A indústria da cerveja mexe muito com o imaginário do homem, sempre com mulheres desejadas envolvidas nos comerciais. Celulares transformaram-se de mero instrumento de comunicação para artigo de luxo. Novos modelos tiram fotos, tocam música, acessam a internet e - pasmem - fazem até ligações!
Até as crianças são atingidas pela indústria tecnológica. Brinquedos novos não param de surgir e de ser comprados. Alguns países, conscientes do mal que a publicidade pode ocasionar no público mais jovem, proibiu o marketing infantil na TV. Dentre eles estão a Suécia e a Noruega.
Estimular o consumo exacerbado traz consequências de todos os tipos, incluíndo no aumento da violência e na degradação do meio ambiente. Sabemos disso.
Pena que isso a publicidade não divulga. Aliás, só divulga quando interessa. Mas isso é assunto para o próximo post.
Postado por Adri Souza às 18:27 0 comentários
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Novas e velhas mídias - 2
Segundo Caio Túlio Costa, em seu artigo Porque a nova mídia é revolucionária, afirma que nas novas mídias "os assuntos são transferidos mecanicamente para as telas, sem preocupação com a nova plataforma, nem com o principal: o jeito pelo qual o consumidor aprendeu a interagir com a nova mídia".
De nada adianta você modernizar o receptáculo, o meio, o instrumento, se os conteúdos continuarem sendo os mesmos. Mais que isso: de nada adianta você fazer a mesma forma de mídia, se o receptor mudou.
Hoje, o consumidor internauta não está mais na figura de passividade, mas de detentor de poder na construção de conteúdo. Isso é bom? Isso é ruim? Bom, isso é FATO, antes de qualquer pré-julgamento.
Por isso, vamos nos acalmar, colegas de profissão! Antes de mais nada, algo que devemos pensar é o seguinte: por enquanto, a velha mídia não está destinada a morrer, mas apenas a estagnar. Então, é preciso se pensar na melhor maneira de adaptação, de transição.
Afinal de contas, se não pode vencê-lo, junte-se a ele!
Postado por Adri Souza às 17:57 0 comentários
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Novas e velhas mídias - 1
YouTube, Orkut, MSN, Weblog, Twitter, Facebook, MySpace, Flickr e Last.fm. Já ouviu falar?
À princípio, redes sociais, ferramentas de mensagem instantânea, álbum online de fotos. Hoje, fortes ferramentas da mídia.
Pois é. A cada dia, o mundo se inova e coisas novas surgem. Os profissionais da comunicação estão cada vez mais doidos, sem saber o que fazer. Aliás, opa, eu sou um deles!
Bom, posso dizer que eu sei menos ainda. Muito menos as "velhas mídias".
Assistimos de camarote o desespero desses tais veículos tradicionais que estão muito sem saber o que fazer. Será que eles desconhecem de fato o funcionamento dessa avalanche de inovação que aparece todos os dias? E então, o que fazer?
Primeiramente, acredito que os novos e velhos profissionais de comunicação devem ter em mente o seguinte: inovar não é transpor o velho para o novo. Ou seja, fazer jornal online não é escrever longos textos e jogá-los na internet. Se, para alguns, é maçante ler as tais folhas impressas, para muitos é mais tedioso ainda ler textos longos na web.
Bom, dada essa dica, acho que é hora de um post novo! Não quero me tornar maçante também!
Postado por Adri Souza às 17:28 0 comentários
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Ponto de vista epistêmico - 1
Quando penso em ponto de vista de alguma coisa, há uma frase que logo me vem à cabeça: o copo está meio cheio ou esta meio vazio? Depende. Mas, depende de que? Depende do seu ponto de vista.
Lembro também de alguns momentos em que me abstive de ter uma opinião formada sobre determinado assunto e diziam que eu estava em cima do muro. Bom, hoje sei que não sou só eu que penso assim. E é nessa área de conhecimento - e de dúvidas - que entra o conceito de epistemologia!
Epistemologia é o conhecimento do conhecimento, ou ciência da ciência.
Quando entramos no território midiático, falar de epistemologia se torna algo bastante complexo. O que é certo o que é errado? O que é verdade e o que é mentira? O que é verdade absoluta e o que é senso comum? Tal cobertura é sensacionalista ou o papel da mídia é mostrar todos os fatos, acima de qualquer interesse?
Acredito que antes de julgarmos determinada notícia, tal veículo, ou aquela cobertura de imprensa, o que é necessário ter em mente é que todos somos influenciados pelos nossos pontos de vista. Mas, antes de tudo, não há certezas, mas probabilidades. A filósofa Marilena Chauí em seu texto Simulacro e poder: uma análise da mídia fala de dois conceitos que a mídia de massa tem sobre a população: a infantilização e a dispersão da atenção. De forma sintetiza, ela coloca a mídia como mero instrumento alienador.
Acredito que a filósofa, em sua visão reducionista, certamente não analisou a mídia como um todo. Ainda mais no mundo de hoje, onde a mídia pode ser encontrada na forma de micropoder. Exemplo clássico é o meio que vos apresenta essa apresentação final: o blog.
O blog pode ser algo grande ou pequeno, dependendo do ponto de vista. Ou ele pode ser ambos. Na verdade, aqui eu faço uma relação com com o conceito de Visão Multiperspectívia de Douglas Kellmer: "Toda interpretação é necessariamente mediada pela perspectiva de quem a faz, trazendo, portanto, em seu bojo, inevitavelmente, pressupostos, valores, preconceitos e limitações".
(Fontes: vide bibliografia do semestre - primeiro post)
Postado por Adri Souza às 16:31 0 comentários
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Bibliografia final!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
"Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora. O dia já vem, raiando meu bem, e eu tenho que ir embora!"
O semestre chega o fim e agora é hora da avaliação final (rufem os tambores, momento de tensão!).
E para esta consideração final que aqui começa, serão utilizados alguns conceitos e trechos das obras a seguir:
Boa leitura!!
BIBLIOGRAFIA MÍNIMA EXIGIDA
CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
2006.
LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
HOHLFELDT, Antonio. “Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação”. In: HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga, Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 5ª. edição, Petrópolis: Vozes, 2005, pp. 187-240.
JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.
Postado por Adri Souza às 17:16 0 comentários
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