Novas e velhas mídias - 2

terça-feira, 29 de julho de 2008

Segundo Caio Túlio Costa, em seu artigo Porque a nova mídia é revolucionária, afirma que nas novas mídias "os assuntos são transferidos mecanicamente para as telas, sem preocupação com a nova plataforma, nem com o principal: o jeito pelo qual o consumidor aprendeu a interagir com a nova mídia".

De nada adianta você modernizar o receptáculo, o meio, o instrumento, se os conteúdos continuarem sendo os mesmos. Mais que isso: de nada adianta você fazer a mesma forma de mídia, se o receptor mudou.

Hoje, o consumidor internauta não está mais na figura de passividade, mas de detentor de poder na construção de conteúdo. Isso é bom? Isso é ruim? Bom, isso é FATO, antes de qualquer pré-julgamento.

Por isso, vamos nos acalmar, colegas de profissão! Antes de mais nada, algo que devemos pensar é o seguinte: por enquanto, a velha mídia não está destinada a morrer, mas apenas a estagnar. Então, é preciso se pensar na melhor maneira de adaptação, de transição.

Afinal de contas, se não pode vencê-lo, junte-se a ele!

Novas e velhas mídias - 1

YouTube, Orkut, MSN, Weblog, Twitter, Facebook, MySpace, Flickr e Last.fm. Já ouviu falar?

À princípio, redes sociais, ferramentas de mensagem instantânea, álbum online de fotos. Hoje, fortes ferramentas da mídia.

Pois é. A cada dia, o mundo se inova e coisas novas surgem. Os profissionais da comunicação estão cada vez mais doidos, sem saber o que fazer. Aliás, opa, eu sou um deles!

Bom, posso dizer que eu sei menos ainda. Muito menos as "velhas mídias".

Assistimos de camarote o desespero desses tais veículos tradicionais que estão muito sem saber o que fazer. Será que eles desconhecem de fato o funcionamento dessa avalanche de inovação que aparece todos os dias? E então, o que fazer?

Primeiramente, acredito que os novos e velhos profissionais de comunicação devem ter em mente o seguinte: inovar não é transpor o velho para o novo. Ou seja, fazer jornal online não é escrever longos textos e jogá-los na internet. Se, para alguns, é maçante ler as tais folhas impressas, para muitos é mais tedioso ainda ler textos longos na web.

Bom, dada essa dica, acho que é hora de um post novo! Não quero me tornar maçante também!

Ponto de vista epistêmico - 1

Quando penso em ponto de vista de alguma coisa, há uma frase que logo me vem à cabeça: o copo está meio cheio ou esta meio vazio? Depende. Mas, depende de que? Depende do seu ponto de vista.

Lembro também de alguns momentos em que me abstive de ter uma opinião formada sobre determinado assunto e diziam que eu estava em cima do muro. Bom, hoje sei que não sou só eu que penso assim. E é nessa área de conhecimento - e de dúvidas - que entra o conceito de epistemologia!

Epistemologia é o conhecimento do conhecimento, ou ciência da ciência.

Quando entramos no território midiático, falar de epistemologia se torna algo bastante complexo. O que é certo o que é errado? O que é verdade e o que é mentira? O que é verdade absoluta e o que é senso comum? Tal cobertura é sensacionalista ou o papel da mídia é mostrar todos os fatos, acima de qualquer interesse?

Acredito que antes de julgarmos determinada notícia, tal veículo, ou aquela cobertura de imprensa, o que é necessário ter em mente é que todos somos influenciados pelos nossos pontos de vista. Mas, antes de tudo, não há certezas, mas probabilidades. A filósofa Marilena Chauí em seu texto Simulacro e poder: uma análise da mídia fala de dois conceitos que a mídia de massa tem sobre a população: a infantilização e a dispersão da atenção. De forma sintetiza, ela coloca a mídia como mero instrumento alienador.

Acredito que a filósofa, em sua visão reducionista, certamente não analisou a mídia como um todo. Ainda mais no mundo de hoje, onde a mídia pode ser encontrada na forma de micropoder. Exemplo clássico é o meio que vos apresenta essa apresentação final: o blog.

O blog pode ser algo grande ou pequeno, dependendo do ponto de vista. Ou ele pode ser ambos. Na verdade, aqui eu faço uma relação com com o conceito de Visão Multiperspectívia de Douglas Kellmer: "Toda interpretação é necessariamente mediada pela perspectiva de quem a faz, trazendo, portanto, em seu bojo, inevitavelmente, pressupostos, valores, preconceitos e limitações".

(Fontes: vide bibliografia do semestre - primeiro post)

Bibliografia final!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Ai, ai, ai, ai, tá chegando a hora. O dia já vem, raiando meu bem, e eu tenho que ir embora!"

O semestre chega o fim e agora é hora da avaliação final (rufem os tambores, momento de tensão!).

E para esta consideração final que aqui começa, serão utilizados alguns conceitos e trechos das obras a seguir:

Boa leitura!!



BIBLIOGRAFIA MÍNIMA EXIGIDA
CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
2006.
LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
ARBEX JÚNIOR, José. Showrnalismo: a notícia como espetáculo. São Paulo: Casa Amarela, 2001.
CHOMSKY, Noam. Controle da mídia: os espetaculares feitos da propaganda. Rio de Janeiro: Graphia, 2003.
COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
DEBRAY, Régis. O Estado Sedutor. Petrópolis: Vozes, 1994.
HOHLFELDT, Antonio. “Hipóteses contemporâneas de pesquisa em comunicação”. In: HOHLFELDT, Antonio, MARTINO, Luiz C. e FRANÇA, Vera Veiga, Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. 5ª. edição, Petrópolis: Vozes, 2005, pp. 187-240.
JORNAL NACIONAL: A NOTÍCIA FAZ HISTÓRIA. 12a. ed. revista, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
KOVACK, Bill e ROSENSTIEL, Tom. Os elementos do jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público exigir. São Paulo: Geração Editorial, 2003.
KUCINSKI, Bernardo. Jornalismo na era virtual: ensaios sobre o colapso da razão ética. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, Editora Unesp, 2005.
KUNSCH, Dimas A. O Eixo da Incompreensão: a guerra contra o Iraque nas revistas semanais brasileiras de informação. Tese de Doutorado, São Paulo: ECA-USP, 2004.
KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
KUNSCH, Dimas A. “Teoria guerreira da incomunicação: jornalismo, conhecimento e compreensão do mundo”. Líbero ano VIII, n° 15/16, 2005, pp. 22-31.
MORAES, Dênis de. O planeta mídia: tendências da comunicação na era global.Campo Grande: Letra Viva, 1998.
MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.
RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
SERVA, Leão. Jornalismo e desinformação. 2ª edição, São Paulo, Editora Senac, 2001.
TALESE, Gay. O reino e o poder: uma história do New York Times. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
WARD, Mike. Jornalismo online. São Paulo: Roca, 2006.



Algumas informações

terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem: EUA

Lançamento: dezembro de 1953

Criador: Hugh Hefner

Faturamento: US$ 380 milhões (2006)

Edições internacionais: 28

Presença global: 130 países

Circulação: 6 milhões revistas/mês

Principais produtos: Revistas e produtos licenciados

Outros negócios: TV, Radio, Playboy.com

Mini Seminário: Playboy

Algumas informações sobre uma das revistas mais vendidas no Brasil:



Admirável Mundo Novo - Soma

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Na última aula, foi apresentado o seminário do livro Admirável Mundo Novo. Eu ainda não li o livro, até já tinha em casa, pois comprei ano passado e até agora não consegui ler.

No entanto, uma coisa muito me chamou a atenção: o tal do soma, droga cujas doses regulares transmitiam felicidade. Sempre gostei muito de Strokes, mas não havia percebido a relação entre o soma do livro e a música "Soma".

Segue a o vídeo e a letra para quem se interessar!



Soma

The Strokes

Soma is what they would take when
hard times opened their eyes
saw pain in a new way
high stakes for a few names
racing against sunbeams
losing against fig trees
in your eyes
and i am stop and go
in your eyes, see
i am stop and go
in your eyes
let's go
when i saw her for the first time
lips moved as her eyes closed
heard something in his voice
and i'll be there he says
then he walks out
somehow he was trying
too hard to be like them
and i am stop and go
in your eyes
and i am stop
oh, darling, let me go
tried it once and they like it
and tried to hide it
says i've been doing this twenty five years
well i'm not listening no more
and these friends they keep asking for more
oh, yeah
oh, but that's it